Guia de como checar se uma notícia é falsa

Guia de como checar se uma notícia é falsa

Fonte: BBC NEWS BRASIL

Você abre seu celular e recebe uma notícia encaminhada por um amigo ou parente. Ela confirma completamente suas convicções ou então causa muita surpresa ou repulsa? Segundo especialistas, este apelo às emoções mais imediatas é uma das características principais do conteúdo falso. Dá um pouco de trabalho checar a veracidade de um conteúdo, mas vale a pena incorporar alguns desses passos a seu dia a dia para que você não se transforme, inadvertidamente, em um vetor de notícias falsas.

Quando receber uma notícia, tome algumas precauções e reflita:

1) Pare e pense. Não acredite na notícia ou compartilhe o texto de imediato.

2) Ela lhe causou uma reação emocional muito grande? Desconfie. Notícias inventadas são feitas para causar, em alguns casos, grande surpresa ou repulsa.

3) A notícia simplesmente confirma alguma convicção sua? Também é uma técnica da notícia inventada. Não quer dizer que seja verdadeira. Desenvolva o hábito de desconfiar e pesquisar.

4) A notícia está pedindo para você acreditar nela ou, por outro lado, ela está mostrando por que acreditar? Quando a notícia é verdadeira, é mais provável que ela cite fontes ou dê links ou cite documentos oficiais e seja transparente quanto a seu processo de apuração.

5) Produzir uma reportagem assim que eventos acontecem toma tempo e exige profissionais qualificados. Desconfie de notícias bombásticas no calor do momento.

Qual é o papel do Estado e o das empresas de tecnologia nisso tudo?

No Brasil, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) até meados de agosto, já disse que as notícias falsas podem colocar em risco o processo democrático durante as eleições, e que a Justiça irá remover notícias falsas que forem abusivas. Não há mais detalhes de como isso se dará. Um grupo de trabalho foi criado para estudar o tema na corte.

Alguns países no mundo introduziram legislação contra notícias falsas – o que alguns especialistas apontam como potencialmente perigoso. A Alemanha é um exemplo, com uma lei que entrou em vigor neste ano exigindo que redes sociais removam discurso de ódio e notícias falsas de suas plataformas em até 24 horas, sob pena de multa.

Outros países, como os Estados Unidos, cobram regulação de empresas como Facebook e Twitter. Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, foi chamado ao Congresso em abril deste ano para responder a questões sobre anúncios e perfis e notícias falsos circulando na rede durante as eleições americanas.

Depois que de ter páginas “amigas” removidas, o MBL acusou o Facebook de “censura” e falou-se na Câmara dos Deputados em criar uma “CPI do Facebook”.